Passeio Cultural a Alenquer

 A ARQA organizou um passeio cultural a Alenquer no dia 10 de janeiro de 2026, com a colaboração do Município de Alenquer. Descobrir a História e monumentos desta localidade constitui o mote deste evento.

Numa das pontes sobre o Rio Alenquer

O nosso percurso circular teve início no estacionamento do Areal, onde numa ponte sobre o rio de Alenquer, foi efetuado um breve enquadramento da água como elemento de fixação dos primeiros povoamentos, bem como sobre a importância desta via fluvial em termos estratégicos e económicos. Mas foi referido igualmente o impacto negativo que inundações tiveram, com destaque para as ocorridas em novembro de 1967.

Junto da coleção ampelográfica

De seguida efetuamos uma breve passagem pela coleção ampelográfica (castas vinícolas tradicionais) e pelo jardim das águas, para nos dirigirmos à torre da Couraça do Castelo. Após uma breve resenha sobre a conquista de Alenquer, entramos na antiga Praça Forte pela porta da Conceição.

Entrando pela Porta da Conceição


No Museu do Presépio

Depois de percorrermos o Bairro da Judiaria, dirigimo-nos ao Museu do Presépio, instalado na antiga aula do Conde Ferreira e alusivo ao ex-libris da localidade, que com as suas peças de grande dimensão, marca a paisagem natalícia de Alenquer. Este Museu trata do enquadramento de como o mesmo surgiu e da tradição dos presépios na povoação, com diversas obras expostas. Saindo deste equipamento cultural, subimos ao ponto mais alto de Alenquer, onde observamos as ruínas que restam do reduto do Castelo e da antiga Torre de Menagem.

Mirador junto do Palácio Municipal

Por entre as figuras do presépio.

Junto do presépio

Após passarmos pelo Palácio Municipal, edifício sede da Câmara local, e de desfrutarmos das vistas no miradouro junto deste edifício, tivemos a oportunidade de visitar o já mencionado presépio com figuras gigantes, que por esta época embeleza a encosta virada ao rio. Por entre as figuras falámos da sua génese, referenciando-se a tragédia de 1967, a qual esteve na origem da sua criação. 

Entrada do Convento de São Francisco

Antiga sala do refeitório do Convento de São Francisco

Junto do túmulo de Damião de Gois, na igreja de S. Pedro.

O claustro do antigo convento de São Francisco foi o nosso destino seguinte, onde entre outros elementos de interesse, pudemos observar o portal manuelino da Sala do Capítulo e o relógio de sol oferecido a este convento por Damião de Gois, eminente figura da Renascença portuguesa, natural de Alenquer. E foi na igreja de S. Pedro, um pouco mais abaixo, que observámos o seu túmulo, trasladado em 1941 da igreja da Várzea.

Sala de arqueologia do Museu Municipal Hipólito Cabaço

Antes do almoço, tivemos ainda a possibilidade de visitar Museu Municipal Hipólito Cabaço, com a sua interessante coleção de arqueologia, exposta de uma forma bastante didática.

Após o almoço no mercado local, as ruínas da fábrica de Lanifícios Tejo (Chemina) serviram de pano de fundo para falarmos do importante passado industrial da localidade, entre os séculos XIX e XX, associada à força motriz do rio e do seu aproveitamento energético.

Largo e Igreja do Espirito Santo

Junto das placas que assinalam os diversos níveis das inundações.

Num percurso no sentido do regresso, efetuamos diversas paragens, nomeadamente junto do padrão de D. Sebastião situado no Parque Vaz Monteiro, no largo do Espírito Santo (salientando-se o papel de Alenquer na génese das respetivas festas) e ainda junto das placas que assinalam os diversos níveis das inundações, com destaque novamente para as de 1967.

No Museu Damião de Góis e das vítimas da Inquisição.

Próximo do final do percurso, visitamos demoradamente a antiga igreja de Nossa Senhora da Várzea, onde de encontra hoje o Museu Damião de Góis, que evoca não só a vida e o legado desta figura ímpar do século XVI, mas também todas as vítimas da Inquisição.

Prova vinhos brancos de castas autóctones.

Terminamos este passeio no Museu do Vinho da melhor forma possível, com uma visita à sua exposição de objetos ligados à atividade vinícola, seguida de uma prova vinhos brancos de castas autóctones e um animado convívio entre os participantes. 

Grupo junto do Presépio, foto de Eduardo Silva.

Apresentamos desde já um agradecimento especial ao nosso guia durante este sábado, Eduardo Silva, que com a sua disponibilidade e simpatia, tornou o passeio extremamente agradável, bem como a toda a equipa do Município de Alenquer que tornou possível esta iniciativa.

Texto e fotos: Eduardo Rocha

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